11.9.10

Desabafos sem nexo.

Sentada na minha cama, mirando o espelho, olho-me nos olhos.
E vejo-me sozinha. Não só neste espaço físico como cá dentro, dentro do meu peito.
Uma sensação de vazio está agora a pesar-me no peito. Não sei o porquê, só sei que ela se apoderou de mim.
Reconheço que estas mudanças repentinas no meu temperamento são estranhas, mas nada posso fazer para as evitar.
Sinto-me condenada às indecisões. E perguntou-me a mim mesma, fixando o meu olhar, "como chegaste aqui?". Não consigo responder-me. Há algo em mim que me diz que eu preciso de parar; preciso de meter tudo de lado e procurar o meu antigo "Eu". Só assim serei capaz de perceber tudo à minha volta. Só assim descobrirei se estava certa quando disse que as feridas do meu coração haviam já sarado.
Não, não são paranóias. São medos de quem outrora sofreu e guarda um medo secreto de voltar a passar por tudo.
São ideias escusadas, fundamentadas no nada, sem nexo, mas que, em momentos de solidão como este, fazem sentido na minha cabeça.
Gostava de saber o que te aconteceu a ti, minha confiança, e onde te encontras quando necessito tanto de ti.
Porque tudo isto que estou a viver faz sentido e é real mas, sem ti, o medo de uma possível derrocada cria um nó na minha garganta.
E não, nada se passa. Isto são só desabafos. Desabafos de quem se sente só, a esta hora da noite.

1 comentário:

nicolemorais disse...

Nunca nada é sem nexo, meu amor. Quando pensamos em algo é porque, no fundo, elas aconteceram ou acontecem, nem que seja um pouco de nada.
Espero que tanto a tua confiança, como a minha Annie voltem. Sabes que a única coisa que quero, é ver-te bem. E sabes que farei sempre TUDO o que estiver ao meu alcance para te ajudar sempre que precisares, mesmo que não me peças.
Estou S-E-M-P-R-E contigo, irmã! *